Efeito do Desenrola sobre inadimplência durou 18 meses, diz estudo

Contribuição: Prof. Rodrigo Leite

O programa Desenrola Brasil reduziu a inadimplência entre os beneficiários no curto prazo, mas o efeito perdeu força cerca de 18 meses depois. É o que aponta um estudo de pesquisadores da Coppead (Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da FGV (Fundação Getulio Vargas), com base em dados do Banco Central. Eis a íntegra da pesquisa em inglês (PDF – 762 kB).

Criado em 2023, o programa permitiu a renegociação de dívidas de pessoas de baixa renda. O estudo analisou a 1ª fase da iniciativa, que atendeu devedores com renda de até 2 salários mínimos. Para avaliar o efeito do programa, os pesquisadores compararam esse grupo com pessoas de perfil semelhante e renda de 2 a 3 salários mínimos, que ficaram fora da faixa de benefício.

A inadimplência recuou cerca de 14% entre as dívidas com mais de 15 dias de atraso e 17% nos débitos com mais de 90 dias. O maior impacto foi identificado nas dívidas do cartão de crédito. Para débitos com até 15 dias de atraso, o efeito foi duas vezes superior ao registrado nos empréstimos pessoais.

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