
Por Rodrigo Leite
A escalada de tensões entre EUA, Irã e Venezuela pressiona o Brasil a acelerar projetos de ureia, segundo especialistas. O país, que importa toda a ureia que consome, busca reduzir a dependência externa. A Petrobras planeja suprir 35% da demanda nacional com a retomada das Fafens, após investir R$ 38 milhões em cada unidade. Rodrigo Leite, da UFRJ, destaca a importância estratégica de reduzir a vulnerabilidade. A diversificação de importações e a produção local são vistas como soluções viáveis.
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Petrobras
A expectativa da Petrobras é de suprir até 35% da demanda do País com a retomada das Fafens. De acordo com a estatal, a produção de ureia nas plantas do Nordeste começa ainda neste mês, após investimentos iniciais de R$ 38 milhões em cada unidade.
O professor de Finanças e Controle Gerencial do Coppead/UFRJ, Rodrigo Leite, destaca que a estatal deve atuar para diminuir a fragilidade do País, exposta pela guerra Rússia-Ucrânia, quando a oferta de insumos despencou, elevando custos e complicando o planejamento do agronegócio.
“Enquanto o Brasil permanecer dependente de importações e vulnerável a choques externos, não parece razoável supor que a Petrobras direcione fertilizantes para exportação. É uma decisão que assume caráter estratégico, tanto do ponto de vista econômico quanto de segurança alimentar.”
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