
Contribuição: Claudio de Moraes
Os economistas nos explicaram a vida como um jogo. O jogo dos incentivos econômicos. Alguns jogos são cooperativos e outros não. Há também jogadores grandes demais, habilidosos demais e agressivos demais que levam o jogo econômico ao limite. Não porque sejam exceções morais absolutas, mas porque aprenderam a jogar exatamente conforme os incentivos permitem.
Mas será que esses grandes jogadores estão sozinhos ou todos nós, em maior ou menor grau, seguimos instintos moldados pelos incentivos que aceitamos como normais? Quando premiamos apenas eficiência de curto prazo e retorno financeiro imediato, não estamos apenas tolerando comportamentos problemáticos. Estamos ensinando quais comportamentproblemáticos. Estamos ensinando quais comportamentos fazem sentido.
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O caminho do amor não é ingênuo. É profundamente inteligente. Parte do reconhecimento de que precisamos antecipar a mudança e, não apenas, reagir a ela. Supõe uma ética mais profunda, uma ética anímica, capaz de ampliar a consciência humana a ponto de reconhecermos que os reinos mineral, vegetal, animal e o próprio reino humano compartilham o mesmo o mesmo valor essencial.
A pergunta incômoda sobre o mapa do caminho, portanto, não é apenas se os incentivos estão bem desenhados. É se depois de entendermos seus efeitos continuaremos a nos condicionar unicamente por eles.
O mapa do caminho está diante de nós. Podemos seguir o caminho da dor, tomando decisões apenas quando confrontados por eventos extremos de impacto catastróficos.
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