
Contribuição: Profª. Ariane Roder
A política externa nos governos Lula 1 e 2 ficou conhecida como altiva e ativa por colocar o Brasil no centro de grandes fóruns internacionais e como mediador de conflitos. No atual cenário recrudescido e tensionado pelos EUA, o país manteve sua altivez, mas adaptou a sua forma de agir, como observaram especialistas em entrevista à Sputnik Brasil.
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Pilares da Política Altiva e Ativa do Lula 1 e 2
A tão conhecida linha política do Itamaraty, que passou a usar na época em que Celso Amorim, hoje assessor especial de Lula para assuntos internacionais, era o chanceler, teve como premissa o fortalecimento do multilateralismo e o desenvolvimento regional, conforme contextualiza Ariane Roder, cientista política do Coppead/UFRJ e especialista em relações internacionais.
“Nos governos Lula 1 e 2, houve o reforço do multilateralismo e aprofundamento das relações diplomáticas com os países da região. Com isso, o Mercosul ganhou vitalidade e, nesse contexto, foi criada até a Unasul, algo muito mais expandido, dando voz para a América Latina no mundo. Nessa época, o Brasil também assumiu o papel de liderança dos países em desenvolvimento em grandes fóruns globais”, explica.
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