
Contribuição: prof. Lilian Furtado
Diferença salarial em relação aos homens em cargos iguais. Menores chances de treinamento, promoção e ocupação de cargos de chefia. Baixa participação em reuniões importantes e dificuldade de acesso a recursos. Essas são situações frequentes, enfrentadas por mulheres em diferentes postos no mercado de trabalho.
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A professora de comportamento organizacional e liderança da Coppead/ Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Liliane Furtado, explica a raiz das desigualdades entre homens e mulheres no mercado de trabalho, especialmente no acesso a cargos de chefia.
“Está muito relacionado aos atributos que se associam à liderança e ao gênero feminino, masculino. Normalmente, o modelo mental de liderança, quando as pessoas pensam na figura do líder, se atribui a essa figura alguns atributos que, na sociedade, tradicionalmente, são atribuídos aos homens”.
A especialista acrescenta que o problema também existe em diversos países e destaca a importância de iniciativas, incluindo as governamentais, para mudar esse cenário.
“Existem países, o Brasil, inclusive, é um deles, que pensam políticas públicas ou iniciativas mesmo governamentais para tentar intervir e reduzir de forma acionada por um agente, para reduzir essa desigualdade. Existe toda uma discussão também, social, que tem sido estabelecida já há algum tempo para se questionar, entender e avançar essa agenda não só dentro das organizações, mas dentro da própria sociedade”. 

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